CRIA_DE_NOTÍCIAS

Jornal Experimental dos Alunos de Comunicação Social da

Universidade Candido Mendes – Unidade Tijuca

 

 

No. 1 – Ano 1 – 19 de março / 2007

VERÃO NO RIO DE JANEIRO

Educação

 

Cariocas trocam a praia pela sala climatizada

 

Por Heloisa Brown

 

Verão é sinônimo de descanso, praia e vida ao ar livre... Mas, se você planeja conquistar um emprego público, melhorar seu currículo profissional ou adquirir conhecimentos diversos, certamente as opções apresentadas não se adequam à referida estação e será melhor trocar o lazer pela companhia de livros e a praia pela sala climatizada. Dezenas de cursos preparatórios têm suas salas de aula abarrotadas com pessoas que almejam conquistar uma carreira ou nela progredir e que investem pesado na formação profissional. Toda essa mudança radical de ambiente ocorre na vida dos cariocas porque o verão marca o início da maratona anual de concursos públicos.

A febre dos cursinhos para concursos

Essa troca do lazer pelas salas de aula não é à toa. A carência de empregos na capital fluminense ajudou a criar uma nova tendência entre os profissionais cariocas – empregados ou não – eles se preparam para os concursos públicos.

Em janeiro é hora de intensificar estudos e fazer valer o investimento, pois é o mês de abertura de diversos editais e também época em que se iniciam cursos de reforço e exercícios ou para os que pleiteiam uma vaga. De janeiro até o momento, mais de dez concursos nacionais tiveram seus editais publicados e se encontram em andamento. Neste mês de março, aqueles que desejarem concorrer a uma vaga existem sete concursos nacionais e regionais com inscrições abertas – Câmara dos Deputados (DF), Cofen, Anac, CeCierj, CRE11/MS, Marinha e Assembléia Legislativa do Estado (ES). Para mais informações consulte a página www.pciconcursos.com.br/concursos.

Essa crescente demanda chamou a atenção dos reitores de várias universidades, sobretudo as particulares, que resolveram montar cursos específicos para concursos públicos  e fazer concorrência direta com cursos já tradicionais. A Universidade Candido Mendes também aproveita a deixa e lança um curso preparatório organizado pelos professores da casa e que visa atender ao público interno e externo.

Extensões, especializações e cursos livres conquistam seu mercado

As universidades particulares aproveitam o recesso entre os semestres no verão e inverno – época em que as unidades permaneceriam vazias –, para disponibilizar especializações, cursos profissionalizantes, cursos livres. No Rio, a PUC-Rio possui amplo leque de especializações e cursos de extensão de duração variável, enquanto a Universidade Estácio de Sá investe em cursos livres de 16 horas a baixo custo para a comunidade, tendo batido em janeiro último mais de 100 mil alunos inscritos, conforme site da instituição. Essa empreitada alcança bons resultados, e o número de vagas e cursos tem aumentado a cada semestre em ambas as instituições.

Embora projetados para públicos distintos, esses cursos tanto permitem que profissionais se especializem ou reciclem em suas áreas, como pessoas de pouca escolaridade ou de baixa renda tenham acesso à reciclagem profissional. Da mesma forma, os estudantes de segundo grau e graduandos obtêm uma noção das áreas em que poderão se especializar. A terceira idade não foi excluída e conta com cursos de dança de salão, atividades físicas, artesanato e com toda a grade das demais faixas etárias, uma vez que não há restrição de idade para ingressar nesses cursos.

Com tantas opções e cursos fornecidos a preços adaptáveis a todos os bolsos, a tendência é que as praias cariocas sejam o destino de turistas nacionais e estrangeiros e adolescentes, talvez os únicos que possam desfrutar da mistura praia, sol e lazer nos verões fluminenses.

 

 

Cinema

Cariocas vão ao cinema no verão

Comédias e infantis reinam absolutas nas salas do Rio de Janeiro

 

Por Julianne Gouveia (5º período)

 

Sol, praia, passeios ao ar livre... E cinema. Este foi o programa de verão preferido do carioca depois do tradicional banho de mar. Na estação mais badalada do ano, que começou com temperatura amena e agora chega ao fim com os termômetros marcando quase 40°C todos os dias, as gélidas salas de cinema espalhadas pela cidade foram uma ótima opção de lazer. E a audiência não deixou a desejar: pelo menos sete filmes do grande circuito ultrapassaram a marca de um milhão de espectadores no período de férias.

O grande sucesso da temporada foi “Uma Noite no Museu”, o último filme do ator Ben Stiller, que até o fim de fevereiro já tinha arrebatado mais de dois milhões de espectadores. Sucesso absoluto nos Estados Unidos, com bilheteria girando em torno de 200 milhões de dólares, a comédia conta a história do segurança noturno Larry Daley em seu primeiro dia de trabalho num museu de história natural, que se depara com estátuas de cera e esqueletos de dinossauros que ganham vida e acabam gerando um caos absoluto na vida do segurança.

Quem também brilhou nas bilheterias brasileiras foi “A Grande Família – O Filme”. O longa sobre mais peripécias da família Silva e seus agregados, já é considerado a melhor estréia de 2007. Em um mês de exibição, o filme já tinha levado mais de um milhão de pessoas aos cinemas. A trama gira em torno da fixação adquirida pelo patriarca Lineu, que depois de um acidente, acredita que pode morrer a qualquer momento e resolve buscar formas de viver melhor o “pouco tempo que lhe resta”.

 

Infantis e ação entre os preferidos

O último filme de James Bond “007 – Cassino Royale” foi outra película de sucesso de público. Mesmo com um elenco recheado de novatos no gênero, como o próprio Daniel Craig, interpretando o agente secreto mais famoso do mundo, pela primeira vez, e a atual bondgirl Eva Green (mais conhecida pelo drama erótico “Os Sonhadores”, de Bernardo Bertolucci), “Cassino Royale” não fez feio nas bilheterias, com 1,5 milhão de espectadores desde a estréia. Desta vez, o agente 007 está atrás de um banqueiro financiador de redes internacionais de terrorismo que levanta dinheiro através de altas apostas em jogos de pôquer.

A volta de Sylvester Stallone à pele do clássico boxeador Rocky também agradou em cheio o público. “Rocky Balboa”, dirigida e protagonizada pelo sessentão Stallone, leva de volta aos ringues um dos personagens mais famosos de Hollywood. A sexta continuação da série, iniciada em 1976 com “Rocky, Um Lutador”, estreou já levando mais de 170 mil pessoas às grandes salas.

E por conta das férias escolares, os filmes infantis foram um ponto a favor para as distribuidoras. A vedete dos infantis no verão brasileiro foi “Happy Feet – O Pingüim”, ganhador do Oscar de Melhor Filme de Animação. A história do Mano, um pingüim imperador que canta mal, mas é um excelente sapateador, foi orçada em US$80 milhões e já ultrapassou a marca de 1,2 milhões de espectadores em solo brasileiro. Na categoria de infantis nacionais, “Xuxa Gêmeas” e “O Cavaleiro Didi e A Princesa Lili” foram os grandes destaques. Com elencos de peso e histórias fantásticas, os grandes geradores de lucro para o cinema nacional conseguiram cativar novamente a criançada e, juntos, foram vistos por 1,3 milhão de pessoas.

 

Oscar alavanca bilheterias de indicados

Os destaques da festa promocional do Oscar costumam servir como referência de filmes para o espectador. É por isso que, nas semanas anteriores à premiação, as bilheterias de seus indicados aumentam.

“À Procura da Felicidade”, filme com Will Smith, indicado na categoria Melhor Ator, foi campeão nas bilheterias brasileiras por três semanas seguidas. A história do pai solteiro sem condições financeiras para criar o filho de 5 anos arrebatou 1.172.204 de espectadores antes de completar um mês em cartaz.

Sucesso de público e crítica, “Os Infiltrados”, dirigido pelo consagrado Martin Scorsese, abocanhou não apenas quatro estatuetas do Oscar, mas também as bilheterias. O vencedor de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Roteiro Adaptado e Montagem já levou mais de 900 mil pessoas ao cinema em dois meses de circuito.

Com sete indicações ao Oscar, vencedor apenas do Oscar de Trilha Sonora Original, “Babel”, o drama que aborda os aspectos sociais mais doloridos causados pela globalização, não fugiu à regra. Estimativas apontam que, na semana seguinte à divulgação da lista de indicados, o número de espectadores dobrou. O filme já foi assistido por mais de 600 mil pessoas nas 1900 salas espalhadas pelo Brasil.

 

 

Comportamento

 

O Paraíso fica aqui?

Cariocas avessos ao Verão querem escapar da estação

 

Por Luiz Alexandre (5º período)

 

Rio de Janeiro. Estação: Verão. O Sol. O Mar. Altas temperaturas. Para a maior parte dos cariocas é a melhor época de todas, mas para uma parcela significativa da população se esse é o paraíso, então eles estão no Inferno. Essas pessoas têm sérias reclamações dessa época do ano. Existem inclusive muitos cariocas que participam de comunidades no orkut, como a Eu odeio o Verão, com 11 mil membros, boa parte deles cariocas, onde desabafam suas frustrações com a estação, que vão desde a dificuldade em manter o corpo refrescado até a dureza de trabalhar nessa estação.

O ano de 2007 já foi anunciado logo no início que seria o ano mais quente da História, graças ao aquecimento global. Muitas pessoas sentem na pele isso e pensam relativamente parecido sobre o assunto. Filipi Barbosa, 22 anos, é enfático: ”O calor insuportável é o que mais me atrapalha nessa época do ano”. Assim como ele, as altíssimas temperaturas são o principal motivo de desagrado entre os entrevistados. O calor e a presença maciça do astro-rei são dois dos grandes motivos de insatisfação nessa época do ano. Para Alexandre Chrispim, 23, o sol é o verdadeiro inimigo a ser combatido. “Uso chapéu, passo protetor, fico em casa e mesmo assim o maldito sol lá”, afirma, “e o pior é que não consigo manter afrescura”!”, ironiza. Para Julio Longo, 24, é ainda mais crítico. “Tenho muitas tatuagens no meu corpo, e tenho que ficar com o corpo coberto para não estragá-las”. Juliana Maione, 22, também não tem exatamente um caso de amor com o Verão. Ela diz não gostar de nada relativo ao Verão. “O sol, o excesso de calor e o suor me fazem deixar de sair em certos horários”. Ela também é uma adepta de roupas leves que cubram o corpo e o uso de óculos escuros.

 

“Boicotes” culturais são bastante procurados

Esses cariocas costumam ter outros tipos de divertimento, evitando ir a praias e piscinas. È o caso de Natália dos Santos, 20. Ela aproveita o verão para o máximo de atividades in-door, como passeios no shopping, cinema, ou apenas relaxar em casa na companhia de amigos e do namorado. Andréa Lobão, 38, aproveita para fazer passeios culturais, como ir a museus. Essas formas de lazer, que podem chocar parte das pessoas, são mais corriqueiras do que se pensa. Para muitos o barato é curtir lugares onde “o sol não bate”, aproveitar “qualquer sombra” e relaxar, sair da badalação de verão.

 

Porém muitos aproveitam a estação para se banhar sim, mas longe da cidade, nas cachoeiras e rios da região serrana e do interior do estado. O clima mais agradável da serra atrai muitos cariocas que se sentem castigados pelo calor. Andréa afirma que sempre que pode vai para hotéis fazenda, ou faz turismos ecológicos. “É muito mais gostoso curtir um passeio numa gruta, onde pode-se aprender sem derreter no sol”, diz ela, que também freqüenta museus.

 

 

Pré-carnaval

Folia antecipada invade o verão carioca

 

Por Joanna Sant ´Anna (5º período)

 

Férias, calor, praia com sol até sete horas da noite e cidade cheia. O verão de dias ensolarados é ideal para curtir o Rio, mas existe muito mais diversão na cidade além das praias e dos pontos turísticos.

Oficialmente o carnaval só começa na sexta-feira, dia 16 de fevereiro, quando o prefeito César Maia faz a entrega simbólica das chaves da cidade ao Rei Momo. Mas a partir de janeiro os cariocas e inúmeros turistas que visitam a cidade já podem curtir o clima de festa que toma conta da cidade.

È nesse período que as quadras das escolas de samba ficam lotadas e dão espaço a uma festa que não tem hora para acabar, movida a muito samba e cerveja. A Mangueira é de longe a mais badalada das quadras, freqüentada por muitos famosos como Chico Buarque, Beth Carvalho, Ana Paula Arósio, Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Taís Araújo, além da mais nova madrinha de bateria da escola, a Preta Gil. Os ensaios são aos sábados, 22h, no Palácio do Samba na Rua Visconde de Niterói, 1.072, Mangueira e custam R$ 30.

Para quem procura uma opção mais acessível, a Portela é uma boa pedida. Com presença de Marisa Monte e Paulinho da Viola, a quadra de Madureira é a sensação entre descolados cariocas que fogem do roteiro de celebridades instantâneas. Os ensaios são às sextas-feiras, a partir das 22h e custam R$ 5 . Aos domingos, dia em que a quadra fica mais cheia de gente de fora, a entrada é gratuita e o samba começa às 20h na Rua Clara Nunes, 81, Madureira.

Uma boa oportunidade de vivenciar uma parte da magia dos desfiles oficiais assistir ao ensaio geral das escolas de samba no Sambódromo, que também são gratuitos e acontecem semanas antes do carnaval.

 

Blocos de rua aumentam

Além dos ensaios de escolas de samba, blocos e bandas que desfilam pelas ruas dos bairros arrastam multidões numa manifestação popular onde todos podem participar. A estudante Nicole Guimarães Santos, que passou uma temporada de férias no Rio, aproveitou a festa. “Eu acho muito legal o carnaval na rua. É muito mais à vontade. Lembra o tempo antigo, em que o pessoal curtia na boa, sem violência”, comenta.

A RioTur calcula que este ano, em torno de 300 blocos desfilarão pelas ruas do Rio, já que 120 já se inscreveram na prefeitura – 20% a mais do que em 2006. Isso sem falar daquela turma que se junta, inventa um nome e sai às ruas assim mesmo.

Mas até os mais apaixonados pelo carnaval reclamam do dia seguinte. “O cheiro de urina na cidade é insuportável”, afirma um jovem. Para evitar isso, serão instalados 580 banheiros químicos pelas ruas.

 

 

Saúde

 

Como se proteger dos dias ensolarados

Para ficar mais bonito nesse verão

Por Cristiane Siqueira (5º Período)

Verão chegando, época mais festiva e esperada pelos cariocas. Pessoas nas ruas com um novo astral: pele bronzeada realçando a vivacidade, sorriso nos lábios, destacando a alegria, exposição de corpos esculturais para serem admirados, calor humano, enfim, a cidade em ebulição. O sol nessa estação combina com o Rio de Janeiro. Praia durante o dia, aquele futevôlei com os amigos no fim de tarde, água de côco para hidratar, o chopinho bem gelado no boteco para refrescar, jogar conversa fora, e além dos cuidados com a pele que não se deve esquecer.

O uso de filtro solar é essencial para a saúde e para obtenção de uma pele bonita. Estudos científicos atestam que a aplicação do protetor deve ser feita 30 minutos antes da exposição ao sol. Desse modo, há uma absorção completa das substâncias responsáveis pela proteção, as quais reforçam as defesas naturais da pele. A aplicação do protetor deve ser feita de forma uniforme e reaplicado após mergulhar ou transpirar excessivamente.

Além dos protetores, há também bloqueadores solares, cremes protetores para o cabelo, hidratantes após o banho, cremes para massagens corporais e capilares que reduzem as conseqüências ocasionadas pela exposição ao sol.

 

Alterações metabólicas devido ao excesso de exposição

É principalmente no verão que ocorrem diferenças no metabolismo dos seres humanos. Como exemplo disso pode ser citada a insolação que é provocada devido à ação direta aos raios solares e pelo calor.

Tal alteração orgânica se dá, freqüentemente, em mulheres, crianças, idosos, obesos, fumantes e usuários de bebidas alcoólicas. É mais comum à tarde, entre os horários de 12 e 15 horas e em lugares com menor arejamento, onde a propensão da insolação é maior.

Nesse caso, certos cuidados devem ser tomados como beber bastantes líquidos, se proteger dos raios solares, usar tecidos de cores leves que absorvem menos calor e freqüentar ambiente fresco e ventilado no verão.

E não esquecer de que médicos dermatologistas e especialistas em estética recomendam que o melhor horário para se expor é pela manhã, antes das 10 horas e à tarde, depois das 16 horas, pois a incidência dos raios já está mais enfraquecida, por causa do pôr do sol. Assim, pessoas precavidas e conscientes diminuem os índices de doenças no futuro, como por exemplo, o câncer de pele.

 

 

Os perigos do Verão

Saiba como evitar doenças e queimaduras de praia

 

Por Natália Alves (5º período)

 

A estação do ano que mais agrada os cariocas é o verão. È nesta época do ano que tem as férias, as praias ficam cheias e também tem o carnaval. Mas é importante ficar atento às doenças que podem ser adquiridas nas praias e os problemas com o excesso de exposição ao Sol, como por exemplo, gastroenterite, infecção nos olhos, ouvidos, nariz e garganta, câncer de pele e queimaduras.

A gastroenterite é a doença que mais ocorre entre os banhistas. Os seus sintomas são: enjôo, vômitos, dores no estômago, diarréia, dor de cabeça e febre. Estes sintomas, geralmente, não ocorrem ao mesmo tempo na pessoa, pode-se manifestar apenas um deles ou mais de um.

Para evitar este tipo de doença e as infecções citadas acima deve-se prestar atenção na classificação das praias para não correr o risco de mergulhar no mar impróprio, procurar não ingerir a água do mar e não levar animais para a praia. Os animais domésticos acabam contaminando a areia com urina ou coliformes fecais, transmitindo doenças para quem as freqüentam.

O monitoramento das praias no Estado do Rio de Janeiro é realizado pela Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente). A Feema monitora 120 praias em 15 municípios e também o lago artificial de Ramos (Piscinão de Ramos). A avaliação é baseada nos índices de coliformes fecais e a partir dela classifica-se as praias permitindo saber a sua balneabilidade (qualidade das águas).

 

As conseqüências da exposição aos raios solares

O câncer de pele é, na maioria das vezes, adquirido pela excessiva exposição aos raios ultravioletas do Sol. Esta doença é um tumor formado por células que se multiplicam de maneira desordenada originando um novo tecido. Há várias formas de manifestação: feridas que não cicatrizam, lesões que sangram com facilidade e sinais escuros.

Para evitar o câncer de pele é necessário usar o filtro solar sempre que for se expor ao Sol muito forte por muitas horas, de preferência, usar fator igual ou superior a quinze. Além do protetor solar as barracas de sol e chapéus também ajudam na proteção quando se estar na praia. Outros cuidados importantes são: evitar o Sol no período entre dez e quinze horas e fazer visitas anuais ao dermatologista, não esquecendo de observar mudanças na pele durante o ano.

Mais um caso de ocorrência freqüente é a queimadura por exposição prolongada ao Sol. Segue abaixo relato de dois universitários que tiveram sérios problemas com queimadura por excesso de Sol.

“Passei o dia inteiro na praia e por ter passado o protetor solar apenas uma vez fiquei com a pele muito vermelha e com uma bolha no rosto. Tive mal estar e sentia dores ao me mexer. Passei loção para a pele e fiquei um bom tempo sem ir à praia. Atualmente, passo mais vezes o protetor solar, chego de manhã na praia e saio no começo da tarde”. (Luiz Alexandre – estudante de jornalismo – 5º período)

“Acabei dormindo na praia e fiquei duas horas debaixo do Sol, tive queimadura de

segundo grau e insolação. Não podia sentar e nem deitar de costas, fui parar no CTI, fiquei sem sair de casa durante um mês e cheguei a emagrecer dez quilos. Depois de passar por isso, passo protetor solar com mais freqüência e não vou mais a praia. (Juliana – a entrevistada não quis ter seu segundo nome identificado)

No segundo caso a entrevistada disse que teve queimadura de 2º grau e no primeiro caso observa-se que também foi o mesmo grau de queimadura, pois houve a manifestação de bolhas, característica de uma queimadura de segundo grau. Este grau de queimadura atinge toda a epiderme e parte da derme. A insolação também é gerada pelo excesso de exposição aos raios solares e manifesta-se através de irritações, cefaléia intensa, vertigens, transtornos visuais, zumbidos e, até mesmo, em casos extremos, colapso e coma. Para evitar as queimaduras é essencial o uso de protetor solar, como já foi citado a cima, vinte minutos antes de sair de casa e depois de se banhar no mar e procurar ir a praia no período de tempo em que o Sol está mais fraco. Tomando todos os cuidados já citados e prestando atenção nos avisos de classificação das praias os cariocas podem aproveitar tranqüilamente o verão.

 

 

Ciência

Aquecimento Global: O quê fazer?

 

Por Diego Rufino (5º período)

 

Normalmente os assuntos mais comentados no verão são a situação das praias, os corpos sarados, o biquíni da moda. Mas depois do apocalíptico relatório lançada pela Organização Meteorológica Global, órgão da ONU, que tem como objetivo estudar o clima na Terra, o aquecimento global se tornou o assunto do momento. Tanto é que o ex-vice-presidente e candidato à presidência dos Estados Unidos, Al Gore, acaba de ser premiado com um Oscar pelo seu documentário “An Incovenient Truth (Uma Verdade Inconveniente)” lançado no ano passado.

Basicamente o relatório, da ONU, mostra que, o ano de 2006, foi catastrófico para o planeta Terra. Alterações climáticas foram sentidas em todas as partes do mundo. O aquecimento global foi responsável pelo aumento das temperaturas em regiões temperadas dos Estados Unidos e da Europa, enchentes na Somália, seca na Austrália e aumento dos ciclones na China. E tudo isso, segundo o relatório, foi causado quase que unicamente pela ação do homem sobre o meio-ambiente. Dessa forma, vários cientistas e políticos vêm pedindo ações globais e drásticas para que se combata de imediato o aquecimento global. Por alguns dias, chegou-se a ter a impressão de que essa opinião era unânime no meio científico. Mas para surpresa de alguns, dessa vez várias vozes dissonantes foram ouvidas, acusando alguns cientistas de tentarem fomentar o pânico junto à opinião pública mundial.

Richard Lindzen, do MIT (Massachussetts Institute of Technology) em um artigo chamado “Clima do Medo” diz que cientistas costumam induzir o pânico, calando os que divergem de suas teorias, porque desejam arrancar mais dinheiro dos governos. O meteorologista brasileiro, Eugênio Hackbart, também se opôs ao relatório publicado pela ONU. Em artigo publicado, no Blog da MetSul, ele questiona o consenso em torno do aquecimento global. Eugênio defende a teria de que o aquecimento global é fruto dos ciclos da Oscilação Decadal do Pacífico, que vem a ser o padrão de temperatura da superfície do mar no Pacífico com variabilidade mais longa que os episódios de El Niño e La Niña com escalas temporais médias de 20 a 30 anos. No intuito de ilustrar melhor essa tese, Eugênio apresenta capas da revista Time, um das revistas de maior credibilidade no mundo, de diferentes décadas. Em 1945, a capa alerta sobre o aquecimento global. Em 1977, diz que a Terra vem esfriando constantemente. E, em 2006, destaca novamente ao aquecimento global. Em média, a diferença entre as capas, é de 30 anos.

 

Consenso científico

Muitos desses cientistas, que questionaram o aquecimento global, acabaram sendo vítima de chacota. Ou, tiveram a sua integridade moral atacada por diversos ecologistas. Esses ecologistas mais radicais defendem uma queda drástica no consumo de energia, como à única forma segura de “salvar” o mundo do aquecimento global. Já os seus opositores acham que o desenvolvimento tecnológico não pode ser freado tendo como base teorias que ainda não foram comprovadas. Esse embate promete ser constante daqui pra frente. Ambas as partes acusam a outra de defender suas idéias, não por convicção, mas por terem interesses econômicos particulares.

Levando em conta tudo isso. Qual a conclusão que deve-se chegar? Travar o desenvolvimento seria benéfico ou não? À única conclusão que pode-se tirar disso tudo, é que como disse Michael Crichton: "Na ciência, o consenso é irrelevante. O que importa são os resultados. Os grandes cientistas da história são justamente aqueles que quebraram com o consenso". Por hora, deve-se ficar atento a tudo o que é publicado, sem deixar o pânico tomar conta. A preocupação é combater os problemas que nos afligem no momento, e deixar um pouco de lado as previsões pro futuro. Como disse, o economista, John Maynard Keynes: “A longo prazo, estaremos todos mortos”. Então, enquanto não se chega a uma conclusão, o melhor a se fazer, é ir a praia pra discutir qual foi o “hit” desse verão.